Benfica (amigo)


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Aparece nos diários de Helena Morley e é descrito como um amigo das tias inglesas de Helena. É descrito como um homem gentil, generoso e “franco”, que proporciona a Helena momentos de encantamento ao levá-la para assistir ao teatro de fantoches. Sua figura representa a sociabilidade urbana e o carinho paternal que alguns adultos da elite dedicavam à vivacidade de Helena, contrastando com a descrição de sua esposa, que era vista como menos liberal.

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Seu Benfica: Amigo e Protetor
Noite de Fantoches

“Estava lá um amigo de minhas tias, que gosta também de mim, Seu Benfica. Ele me perguntou se eu gostava de fantoches. Ele e Dona Teresinha passariam lá para nos pegar e levar.

Que noite boa! Nunca vi coisa mais engraçada que a dança daqueles bonecos. Seu Benfica nos levou, no meio do espetáculo, um pacotão de luminárias e canudos, que fomos comendo enquanto assistíamos.

Seu Benfica me perguntou se eu gostei e eu respondi: ‘Demais!’. Ele então prometeu que vai me levar mais algumas noites. Mas minhas tias me disseram que não contasse muito com isso, porque a mulher dele não é tão franca como ele. Às vezes ele promete e ela não deixa cumprir.”

— Terça-feira, 21 de fevereiro. (Morley)


Referências
MORLEY, Helena. Minha vida de menina. Ilustrações Lúcia Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 1998



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Vitória Azevedo da Fonseca

Historiadora e professora na UFVJM, Vitória é movida pelo desafio de transpor os muros da universidade, unindo o rigor da pesquisa à inovação e à criatividade. Como idealizadora do projeto Histórias em Redes, ela transforma o espaço urbano em um território de aprendizagem viva, democratizando narrativas e conectando o saber acadêmico ao cotidiano das ruas.