Manoel Ferreira da Câmara Betencourt e Sá
Auguste de Saint-Hilaire descreve longos períodos de convivência, incluindo refeições e excursões:
“No dia seguinte à minha chegada a Pinheiro, fiz a cavalo, com o intendente, uma excursão de duas ou três léguas nas montanhas…”.
“…as refeições eu ia fazer em casa do Sr. DA CÂMARA, e, durante minha estada no Tejuco êle não cessou de cercar-me de distinções.”.
“Recebia diariamente a visita do Intendente, o qual tinha a bondade de prover a todas as minhas necessidades.”.
Referência: SAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagens pelo Distrito dos Diamantes e Litoral do Brasil. 1941. Páginas: 28, 32, 64.
No relato de John Mawe, o Intendente do Distrito Diamantino (Tejuco) é uma das figuras mais descritas no texto. O autor relata que ele é um “homem de espírito”, destacando sua “superioridade do talento e a extensão da cultura”. Câmara estudou mineralogia na Europa com o “célebre Werner”, viajou pela Hungria, Alemanha, Noruega, Inglaterra e Escócia, e foi o responsável por hospedar e guiar o autor pelas minas. Ele também planejou e executou engenhosamente a desobstrução da mina de São Gonçalo.
“O sr. Camara veiu logo visitar-me com alguns dos seus amigos, disse-me o quanto estava satisfeito de ver-me no Tejuco, demorando-se umas tres horas commigo.” (Mawe, 1944, página 82). E também: “A superioridade do talento e a extensão da cultura do sr. Camara dão-lhe autoridade para bem desempenhar-se da tarefa que lhe confiaram. Elle estudou, durante varios annos, a mineralogia, com o celebre Werner…” (Mawe, 1944, páginas 112-113).
[O sr. Camara] Entreguei-lhe minhas cartas de recommendação, officiaes e particulares, meus passaportes e outros papeis, que leu com muito contentamento, dizendo ao ouvidor e ás pessoas que o tinham acompanhado que eu gosava de privilegios eguaes aos seus…” (Mawe, 1944, página 82).
“…mandei um dos meus soldados á casa do sr. Fernando da Camara, o intendente, para annunciar-lhe minha chegada e dizer-lhe que uma indisposição me impedia de ir pessoalmente cumprimental-o.” (Mawe, 1944, página 82).


