Maria Balaio


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Maria Balaio é descrita como uma figura de extrema simplicidade, definida pela sua bondade e pelo esforço resiliente diante de uma vida de privações.
É descrita por Helena como “tão boazinha”. Demonstra uma espiritualidade sincera, indo à missa de sétimo dia e rezando o terço pela alma da avó da amiga.
Apesar das dificuldades financeiras e geográficas, ela mantém sua rotina escolar, subindo e descendo o morro do Cruzeiro todos os dias sob sol ou chuva.
Helena a descreve como “pouco inteligente”, mencionando que ela passa nos exames com muita dificuldade, o que ressalta ainda mais o seu esforço pessoal para seguir os estudos.
É filha de Siá Joaquina, uma lenheira. Vive em um “rancho” (choupana) de cômodo único na região do Cruzeiro, em Diamantina.
Sua vida é marcada pelo deslocamento físico exaustivo entre a escola (na cidade) e sua casa (no Cruzeiro).
Um detalhe marcante é o desgaste de seu vestuário: Maria gasta um par de sapatos por mês (ao custo de cinco mil-réis) devido às longas caminhadas em terreno acidentado. Praticamente toda a renda da criação de galinhas da família é destinada para garantir que ela tenha o que calçar para ir à escola.

“Gosto muito de ver o esforço que ela e a mãe fazem, coitadas…” 10 de setembro de 1895 — Helena Morley


Referências
MORLEY, Helena. Minha vida de menina. Ilustrações Lúcia Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 1998



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Vitória Azevedo da Fonseca

Historiadora e professora na UFVJM, Vitória é movida pelo desafio de transpor os muros da universidade, unindo o rigor da pesquisa à inovação e à criatividade. Como idealizadora do projeto Histórias em Redes, ela transforma o espaço urbano em um território de aprendizagem viva, democratizando narrativas e conectando o saber acadêmico ao cotidiano das ruas.