Capitão (“Ahi é que vae”)


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Originário do Rio Preto (atual Felisberto Caldeira), este homem centenário viajava dez dias a pé para chegar a Diamantina no Sábado de Aleluia. Sua única missão era estrangular e “liquidar” o Judas, ato que realizava com furiedade mística para vingar a morte de Jesus, tornando-se figura indispensável no Largo da Cavalhada. O autor refere-se a ele como uma figura centenária que ainda realizava sua tarefa em anos recentes à publicação.

“Acóde pelo nome de ‘Capitão’ ou ‘Ahi é que vae’, e, da desforra que ha mais de quarenta annos vem tirando com o Judas, tornou-se o typo mais conhecido do povo…”

(FERNANDES, Augusto. Tipos populares de Diamantina, 1931. p. 49-51. Link: https://historiasemredes.com/referencia/fernandes-augusto-tipos-populares-de-diamantina-1931/)



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Vitória Azevedo da Fonseca

Historiadora e professora na UFVJM, Vitória é movida pelo desafio de transpor os muros da universidade, unindo o rigor da pesquisa à inovação e à criatividade. Como idealizadora do projeto Histórias em Redes, ela transforma o espaço urbano em um território de aprendizagem viva, democratizando narrativas e conectando o saber acadêmico ao cotidiano das ruas.