Joaquim Felício dos Santos (1828-1895)


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Joaquim Felício dos Santos nasceu em 1828 na Vila do Príncipe. Seu pai foi administrador da Casa de Fundição do Ouro. Seus irmãos Antônio, nasceu no Tijuco, e João, nasceu em São Gonçalo do Rio Preto. Aos 12 anos, em 1842, a família esteve diretamente envolvida no “fogo de Mendanha”, no levante liberal, após o qual foram obrigados a se esconderem.
Joaquim Felício foi estudar em Congonhas do Campo e depois cursou Direito em São Paulo. Santos formou-se em 1850 e participava da vida acadêmica através de textos em publicações estudantis (assinava JF dos Santos). Em 1855, com 27 anos, casou-se com sua sobrinha, filha do irmão mais velho, Maria Jesuína. Liberal convicto, fez do jornal O Jequitinhonha uma folha política, criada em 1860, defensora do liberalismo.
Enquanto deputado geral (1864-1866), publicou seu livro Memórias do Distrito Diamantino (veja as páginas seguintes) primeiro nas páginas do periódico e depois em forma de livro (1868). E, em 1866, publicou o romance Acayaca.
A crise política de 1868 ressuscitou o Jequitinhonha. O autor se manteve atuante na crise e, entre 1872-1876, exerceu a função de Juiz Municipal.
Durante três anos, redigiu, a convite, o texto Apontamentos para o Projeto de Código Civil Brasileiro entre agosto de 1878 e princípios de 1881. Mas, seu trabalho não foi suficientemente reconhecido não sendo aprovado. Teve vários fracassos políticos enquanto a Monarquia dava seus suspiros finais. A partir do 15 de Novembro, e sendo ferrenho defensor do ideário, ao assumir cargos nas casas legislativas, seus “excessos” não eram aceitos.(Eulálio apud Santos, p.29 )
Em fins de [18]93 Felício, que se havia comportado com grande fibra durante a Revolta da Armada e mesmo enfrentado Floriano numa entrevista senatorial no Itamaraty, retirou-se doente e alquebrado para a Diamantina. Permaneceu então a maior parte do tempo no Biribiri, onde, em torno da fábrica, família e agregados se organizam nessa curiosa transição entre formas de sociedade patriarcal e industrial. A Acayaca é reeditada em 1894 em Ouro Preto, primeiro como folhetim do “Estado de Minas” depois em forma de volume. O seu autor sobreviveria ao livro menos de ano. Viria a falecer a 21 de outubro de 1895, nesse povoado que ajudara a fundar (Alexandre Eulálio in SANTOS, Memórias…p.30)



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Vitória Azevedo da Fonseca

Historiadora e professora na UFVJM, Vitória é movida pelo desafio de transpor os muros da universidade, unindo o rigor da pesquisa à inovação e à criatividade. Como idealizadora do projeto Histórias em Redes, ela transforma o espaço urbano em um território de aprendizagem viva, democratizando narrativas e conectando o saber acadêmico ao cotidiano das ruas.