John Rees Mac Carthy (McCarthy)


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A trajetória de John Rees Mac Carthy em Diamantina tem forte relaçao com o processo de industrialização da mineração na região. De acordo com alguns registros Mac Carthy foi um cidadão norte-americano que residiu em Diamantina por três décadas, atuando como um articulador entre a mineração tradicional e a mecanização industrial.

O marco de sua presença documentada na região remonta a 1931. Segundo jornal Caldas foi neste ano que McCarthy adquiriu a propriedade denominada “Serrinha”, em Diamantina. Este período coincide com registros que demonstram a formalização da “Companhia de Mineração Serrinha” e a busca por autorizações de uso de recursos hídricos para a lavagem de minério, como observado no termo de concessão do município de Caldas datado de 14 de setembro de 1931.
Nas décadas seguintes, McCarthy estabeleceu-se como uma figura de liderança no setor. Documentos do período registram sua atuação em diferentes companhias. Conforme as edições do jornal A estrela polar, ele integrava a diretoria da “Companhia Mineração Cavalo Morto” (1951) e da própria “Mineração da Serrinha”. Uma notícia de jornal (A Estrela Polar, 23/01/1953) de um incêndio em sua residência, bem como a visita do governador Juscelino kubitschek à sua casa evidencia sua posição na elite local.
McCarthy atuava diretamente na defesa dos interesses das mineradoras, chegando a pressionar concessionárias de energia (como a “Hulha Branca”) para manter a operacionalidade das minas diante de crises no abastecimento elétrico.
Seu papel tornou-se estratégico a partir da fundação da “Companhia Tejucana” em 1955. Conforme registros sobre o período, ele fazia parte da diretoria desta companhia, que detinha concessões de lavra nas margens do rio Jequitinhonha.
Foi ele e os demais depositários dessa concessão que foram procurados por outro norte-americano, George Reed. Reed foi o responsável por convencê-los de que a exploração exigiria muito capital e técnica, articulando a entrada de companhias estrangeiras e de maquinário pesado (como a grande draga extratora) para atuar nas terras da companhia

Referências
A Estrela Polar. Aviso aos Acionistas: Cia. Mineração Cavalo Morto. Diamantina, 1951. Edição 38 e 41.
A Estrela Polar. Pavoroso incêndio. Diamantina, 1953. Edição 102. Hemeroteca Digital Brasileira
A Estrela Polar. Alfinetadas. Diamantina, 1950. Edição 41. Hemeroteca Digital Brasileira
MUNICÍPIO de Caldas: órgão oficial da prefeitura. Caldas, ano 35, n. 47, 29 nov. 1931. Hemeroteca Digital Brasileira



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Vitória Azevedo da Fonseca

Historiadora e professora na UFVJM, Vitória é movida pelo desafio de transpor os muros da universidade, unindo o rigor da pesquisa à inovação e à criatividade. Como idealizadora do projeto Histórias em Redes, ela transforma o espaço urbano em um território de aprendizagem viva, democratizando narrativas e conectando o saber acadêmico ao cotidiano das ruas.