Mulher negra e ex-escravizada de José Eleuterio, Maria era reconhecida por sua força de trabalho, atuando como lavadeira, capinadeira e transportadora de lenha. Abastecia as famílias com água do chafariz da Câmara e areia claríssima da Almotolia, usada para decorar assoalhos em dias de festa. Tornou-se popular devido aos seus gritos públicos de “Colôio!” contra supostos perseguidores da honra de sua filha. Já havia falecido à época do relato (1931). “Preta, magra, sessenta annos presumiveis… ia a Maria gesticulando, arrazando de insultos os perseguidores de sua filha, com uma lata d’agua equilibrada na cabeça.”
(FERNANDES, Augusto. Typos populares de Diamantina, 1931, p. 37. Link: https://historiasemredes.com/referencia/fernandes-augusto-tipos-populares-de-diamantina-1931/).



