Pedro da Mata Machado (1865-1944)


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Formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo após concluir estudos preparatórios em Ouro Preto. Atuou como promotor de justiça em Minas Gerais e, posteriormente, integrou o corpo docente da Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais.

Iniciou a trajetória política pelo Partido Republicano Mineiro (PRM), exercendo a presidência da Intendência de Diamantina entre 1891 e 1892. Em 1896, manifestou oposição à administração de Alexandre Maia quanto à obrigatoriedade do descarregamento de tropas no Mercado Municipal, fundamentado em sua atuação como comerciante e proprietário de rancho particular.

Na esfera legislativa estadual, foi senador por dois períodos (1907-1912 e 1915-1919). No âmbito federal, exerceu quatro mandatos como deputado (1912-1914, 1919-1920, 1933-1934 e 1935-1937). Integrou a Assembleia Constituinte de 1934 pelo Partido Progressista de Minas Gerais e teve o último mandato interrompido pelo golpe do Estado Novo em 1937. Sua atuação parlamentar concentrou-se no desenvolvimento da agricultura.

Na imprensa, fundou os periódicos Cidade de Diamantina e A Idéia Nova, tendo atuado anteriormente como redator-chefe do Liberal Acadêmico.


Referencias Bibliográficas

ALCÂNTARA, Carolina Paulino. “Princeza do Norte”: contradições da modernidade em Diamantina (1889-1930). 2015. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015.

CAMPOS, Leandro Augusto Ferreira. A Caixa Vazia: preservação e história no Mercado Municipal de Diamantina. Dissertação (Mestrado), UFBA, 2009.

GOODWIN JUNIOR, James William. Cidades de Papel: Imprensa, Progresso e Tradição. Diamantina e Juiz de Fora, MG (1884-1914). 2007. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

MARTINS, Marcos Lobato. O comércio de “gêneros do país” no Mercado de Diamantina, Minas Gerais: décadas de 1880 a 1930. Locus, 2010.



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Vitória Azevedo da Fonseca

Historiadora e professora na UFVJM, Vitória é movida pelo desafio de transpor os muros da universidade, unindo o rigor da pesquisa à inovação e à criatividade. Como idealizadora do projeto Histórias em Redes, ela transforma o espaço urbano em um território de aprendizagem viva, democratizando narrativas e conectando o saber acadêmico ao cotidiano das ruas.