Dona Mariquinha


A história vive nas redes. Compartilhe! Dê vida ao passado.

Dona Mariquinha, casada com seu Jucá, é dona de uma chácara, provavelmente em Curralinho.

Trecho do Diário: Helena Morley
A Visita a Dona Mariquinha e o Frouxo de Riso

“Estamos na Boa Vista e fomos hoje à casa de uns amigos que obsequiavam sempre a mamãe com frutas, ovos e frangos. Esta amizade ficou forte com a parecença de Luisinha, minha irmã, com a sobrinha deles, a Quitinha. Dona Mariquinha dizia sempre: ‘Vendo a sua menina, parece que estou vendo a outra Dona Carolina‘.

O único lugar de toda a redondeza que tem frutas é a chácara de Seu Jucá. Aqui na Boa Vista só querem minerar; para plantar, eles todos dizem que a terra não presta. Mas agora nem sombra de fruta a gente verá mais por culpa de Cesarina. A demônia da negrinha entortou o caldo todo.

Chegamos à casa de Seu Jucá para comparar as duas. Vem de lá de dentro Dona Mariquinha com uma menina sardenta pela mão, e Cesarina diz baixinho para Luisinha: ‘Olha só, Zinha, a menina que parece com você’. Foi um acesso de riso tão forte que mamãe, com medo de estourar, deixou meu pai sozinho dando explicações.

Meu pai dizia: ‘Imbecis! Idiotas! Acabem com isso!’. Dona Mariquinha ficou com uma cara tão fechada, que eles tiveram de sair. Mamãe é como nós; é dela que puxamos esse riso solto“.

Quarta-feira, 18 de janeiro. (Morley)

(Morley, 1998, p. 12-13) .

MORLEY, Helena. Minha vida de menina. Ilustrações Lúcia Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 1998



AVISO: A Inteligência Artificial é usada no Histórias em Redes como suporte técnico para otimizar a interação do usuário. A seleção, a verificação histórica e o controle editorial permanecem sob autoria humana, sendo a equipe do projeto a única responsável pelas informações divulgadas. Erros podem ser cometidos. Entre em contato se verificar algum.

← Voltar

Agradecemos pela sua resposta. ✨

Vitória Azevedo da Fonseca

Historiadora e professora na UFVJM, Vitória é movida pelo desafio de transpor os muros da universidade, unindo o rigor da pesquisa à inovação e à criatividade. Como idealizadora do projeto Histórias em Redes, ela transforma o espaço urbano em um território de aprendizagem viva, democratizando narrativas e conectando o saber acadêmico ao cotidiano das ruas.